quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Texto para Formação

Pessoas,

O texto abaixo é o primeiro daquela categoria "leitura obrigatória".
Estava procurando algo que falasse sobre projetos sociais em espaços mais perfiéricos da cidade ou coisas do tipo. No entanto, me deparei com um texto da nossa amiga Terezinha Guerra que tem muito a ver com uma discussão muito presente no nosso trabalho atualmente: o REGISTRO.

No texto, ela fala do registro pedagógico do trabalho com crianças quando o assunto é ARTE. Sua abordagem não é organizacional e sim pedagógia: ainda temos muito o que aprender sobre transformar esses registros em dados e números objetivos. No entanto, acho que estamos no caminho quando no que diz respeito a perceber e registrar os resultados do nosso trabalho no cotidiano das oficinas.

Coloquei só o link aqui, pois o texto ficaria muito extenso e difícil de ler. O site é do Instituto Arte na Escola. Vale a pena ler outras coisas lá também.

Leiam e façam os comentários. Lembrem-se que o período de comentários é entre os dias 10 e 30 de agosto.

Bjs e boa leitura!

http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=17

11 comentários:

Anônimo disse...

Acho que esse texto reflete muito do quea gente busca e demonstra tbm muita maturidade. O que ficou pra mim é a necessidade do equilíbrio, da percepção aguçada e da vontade de ver, no nosso caso, a oficina dar certo, o objetivo ser alcançado, a meninada se envolvendo, conhecendo, experimentando enfim, educando o olhar, a sensibilidade.
Gostei muito.

Andarilha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Para mim, o registro das ações de um projeto é primordial no trabalho. Mas a grande questão é o COMO registrar. E nisso, entra a criatividade e a inovação. Quem fazia anotações em diários quando mocinha sabe o quanto era importante que um dia especial fosse diferente de um dia que foi ruim! Isso expressa nossa leitura de mundo a partir de fatos corriqueiros e são formas de apreensão da realidade. Além da forma de registrar, há também a condição de avaliação que o registro pode gerar e, nesse sentido, é preciso um certo rigor para não se cair em argumentos que tendem mais para a subjetividade e pouco expressam sobre o processo vivenciado. No EMCANTAR, temos diversificadas formas de registro das nossas atividades. Acho que precisamos agora investir nas maneiras de mensurar esses resultados registrados!!

Andarilha disse...

Achei muito bom só de ser um texto da nossa mais nova amiga.E acho que é apenas um seguimento do nosso primeiro debate (com ela mesmo)sobre as formas de se registrar nossas atividades.Eu penso nisso num campo prático.Acho que só tenho pontos de interrogação.Mas talvez seja o início de uma pequena intenção de conhecer nossos participante e mensurar nosso trabalho e o potencial dele.

Anônimo disse...

OPS...O comentário anterior é o meu.Tô aprendendo a mexer nessa coisinha.Mariane

Andarilha disse...

Gostei muito desse texto!
Acho que em alguns aspectos ele nos mostra que estamos no caminho e em outros nos clareia coisas ainda obscuras.
A definição de registro, por exemplo; penso ser uma das primeiras vezes que a tive tão clara. Faço inclusive questão de destacar algumas coisas do texto como:
- "memórias vivas do que já fomos ou fizemos"
- "somos seres de registros, precisamos deles (Vygostsky)"
- "deixar sua marca por onde passa"
- "todas as produções dos são registros".
Tendo essas definições acho que temos sim registrado nosso trabalho e a idéia das pastas na Engeset foi uma boa, pois todos têm acesso à esse material. Porém, quero chamar a atenção para a importância da contextualização desse registro tratada no texto, pois nem sempre temos esse hábito, o que, ao meu ver,invalida o registro...

Outra coisa interessante para acrescentar nosso trabalho é o acesso do participante às atividades produzidas por eles e registradas por nós, pois através disso "percebe seu percurso e tem bases mais sólidas para proceder a uma auto-avaliação".

Um passo importante tb a ser dado e que deve estar na "pauta" de todos é o de avaliar o registro, dando a ele sua verdadeira função que é de percepção do que tem sido atingido e a intervenção.
Falando nisso, os registros não devem ser aleatórios, mas marcando etapas importantes de um projeto/aprendizagem para servir como diagnóstico e verificar o que foi apropriado.

Além de tudo isso, há no texto também a chamada de atenção para o registro por parte do professor (multiplicador) sendo uma etapa importante para a mensuração... Acho que nesse estágio ainda precisamos aprimorar, tanto na criação de ferramentas, como no "bom uso" dela por parte de quem registra e acompanha.

Enfim, como disse no princípio, o texto reafirma que estamos no caminho, como também clareia "passos" que ainda parecisamos dar, como a qualidade do que registramos e a avaliação que fazemos deles...

BEIJOS
ANA CAROLINA

Andarilha disse...

Depois de ler esse texto ficou claro pra mim a dificuldade que tenho em registrar momentos importantes de uma atividade. Sinto que não estou atenta, conscientemente, a esses processos, no diz respeito aos registros e seus objetivos.Registros são lembranças que devo eternizar pelo seu carater de significação, de relação e sistematização do conhecimento, ou seja, quais mudanças ocorreram a partir de determinada experiência. Isso não quer dizer que serão sempre experiências que darão certo, mas de alguma forma devem ser oportunidades para repensar minha prática, rever os caminhos e mudá-los (se necessário) oferecendo novas possibilidades de vivência. É preciso mudar o olhar, o foco durante minha prática; abrir canais, tornar mais consciente os momentos de aprendizagem e fazer do registro uma situação de reflexão, organização do pensamento e sistematização de idéias, me atentando para não ficar na superficialidade. Outro aspecto importante é o equilíbrio na maneira de registrar para que situações importantes sejam consideradas na mesma medida que vivenciar e participar por inteiro da experiência proposta.

Bjos, Francine.

Andarilha disse...

Bom...esperei que a maioria se posicionasse para que eu pudesse copiar depois! rsrsrsrsrs... Na verdade, creio que todos os comentários, de certa forma, ficarão bastante parecidos, pois o texto vai de encontro a muitas expectativas que temos em relação ao registro do nosso trabalho. E, como muitos já disseram, o texto serve para nos tranqüilizar e mostrar que, de alguma maneira, os registros estão sendo feitos por nós. Porém gostaria muito de salientar a importância da organização desses registros que, na verdade, está nas coisas mais simples e técnicas de serem feitas, tais como legendar, datar e contextualizar - e que temos pecado muito nisso – bem como da avaliação destes, que nos exige um esforço muito maior, um olhar muito mais aguçado para que possamos diagnosticar, perceber, mensurar (palavrinha tão utilizada por nós ultimamente) os progressos, obstáculos, retrocessos, resultados, enfim, para analisarmos se estamos no caminho certo ou se nossa prática precisa ser revista.


Ah! É claro que não poderia deixar passar que adoro a palavra diáfana...que pala!

Lopéz

Anônimo disse...

Esse texto é muito pertinente para nós do EMCANTAR. Trabalhamos em um setor que cresce a cada dia, onde as formas de registro estão sendo construídas. O Arte de Fato é um bom exemplo, caso o projeto seja aprovado, teremos a possibilidade de registrar um produto artístico que é resultado de oficinas em educação pela arte e socioambiental.

Unknown disse...

Além de tudo o que foi dito, reforço o que a Ana Carolina escreveu sobre o acesso dos participantes a esses registros.
Acredito que quando pedimos para as pessoas registrarem determinado momento é importante que eles saibam que aquele registro servirá para algo maior, que tem um fim e não são apenas desenhos, colagens, textos, pinturas, gravações soltos no tempo. Às vezes o registro pode tornar-se importante para quem faz e não apenas para quem o recebe e avalia.

Anônimo disse...

O texto me trouxe segurança pois de fato estamos no caminho certo, especialmente quanto ao nosso trabalho com os educadores onde o registro já tem sido no formato do portfólio. Um formato que de fato valoriza as individualidades e estimula o trabalho autoral. Em relação às crianças, esse texto contribui para o tipo de registro que trabalhamos em oficinas, já que especialmente no Educando temos trabalhado exatamente Leitura e Escrita por meio das linguagens artísticas, e os momentos de registro não devem interromper o processo. Não deve ser algo além, isolado, e sim algo que diologue com as vicências nas oficinas.