quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Obra Artística - Carlim Ribeiro - Mariane

Oi povo, então aí vai mais uma postagem!
Resolvemos mostrar as diferentes concepções de arranjos nos álbuns de ZECA BALEIRO:
(Vô Imbolá & Líricas)
Espero que gostem do som!


Zeca Baleiro
Biografia


Maranhense, começou a se projetar nacionalmente quando apareceu no especial que a MTV fez de Gal Costa. Em 1997, seu primeiro disco "Por Onde Andará Stephen Fry?" chamou a atenção da crítica, que passou a defini-lo como "neotropicalista". No ano seguinte ganhou dois prêmios Sharp: melhor disco e melhor música "Bandeira", ambos na categoria pop-rock. Em 1999 se apresentou na França, para o lançamento de seu disco na Europa. O segundo CD, "Vô Imbolá", conta com participações especiais de Zeca Pagodinho, Zé Ramalho, Rita Ribeiro e outros, trazendo um repertório que mistura música brasileira folclórica, samba e ritmos eletrônicos. Lançou o álbum "Líricas" em 2000. Em parceria com Fagner, gravou em 2003 o cd “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro”. Mostrado em curta temporada por capitais brasileiras, o show foi registrado em DVD pelo Multishow durante temporada no Canecão, Rio de Janeiro. ”Baladas do Asfalto e Outros Blues”, seu trabalho subseqüente, foi lançado em agosto de 2005. O quinto álbum solo do cantor traz várias canções inéditas de sua autoria. No mesmo ano, Baleiro recebe um convite especial. Ele foi um dos brasileiros escolhido para se apresentar durante o evento de celebração do ano do Brasil na França. Ainda em 2005, o músico decide lançar o seu próprio selo, a Saravá Discos. Entre os trabalhos lançados com a marca de Baleiro está o CD "Cruel", uma obra póstuma do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio, falecido em 1994. Nele, o maranhense tem a chance de mostrar seu talento também como produtor. Em 2006, musicou poemas de amor de Hilda Hilst, falecida em 2004. O CD "Ode descontínua e remota para flauta e oboé - De Ariana para Dionísio" traz interpretações de Maria Bethânia, Ângela Maria, Zélia Duncan, Angela Ro Ro, entre outros nomes consagrados da MPB.



VÔ IMBOLÁ

Zeca Baleiro, Novos Baianos, João Bosco, Legião Urbana, Planet Hemp, Gilberto Gil, Gal Costa, Belchior, Paralamas do Sucesso, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho. São poucos, mas, significativos os casos na música brasileira popular em que o segundo disco de um artista que estreou causando boa impressão supera o primeiro. O compositor e cantor maranhese, Zeca Baleiro, com "Vô Imbolá", vem juntar-se aos nomes citados como bom exemplo de vitória sobre a tão propalada síndrome do segundo disco.

LÍRICAS

Depois de dois álbuns que apostaram na mesclagem de ritmos brasileiros com o pop eletrônico, Zeca Baleiro ressurge em aparente guinada estética. Logo na delicada canção Minha Casa, faixa de abertura de Líricas, o cantor e compositor maranhense mostra-se decidido a transportar o ouvinte para um universo poético-musical próximo ao de trovadores da folk music, como Bob Dylan e Leonard Cohen. A sonoridade acústica dominada por cordas (destaque para Tuco Marcondes, que se alterna nos violões, banjo, mandolim, dobro e guitarra portuguesa) soa perfeitamente adequada às imagens poéticas carregadas de melancolia. Intenção reforçada pela versão acústica de Proibida Pra Mim, sucesso da banda pop Charlie Brown Jr., que ganha um inusitado sentido romântico. Mas logo vem Babylon, uma canção ácida sobre as delícias do dinheiro ("vamos pra Babylon/ de tudo provar/ champagne caviar/ scotch escargot rayban bye bye miserê"), que traz de volta a conhecida verve irônica do maranhense. Ironia que também se mostra nas entrelinhas da suave Balada Para Giorgio Armani ("o medo é a moda desta triste temporada/ Giorgio/ tá tudo assim nem sei tá tão estranho/ a cor dessa estação é cinza como o céu de estanho") e ganha um tom escancarado na incisiva Você Só Pensa em Grana ("você rasga os poemas que eu te dou/ mas nunca vi você rasgar dinheiro"). E se alguém ainda tiver dúvidas sobre o caráter da conversão romântica do poeta maranhense, em Blues do Elevador ("sei rir mostrando os dentes/ e a língua afiada/ mais cortante que um velho blues/ mas hoje eu só quero chorar/ como um poeta do passado"), ele sugere que a guinada é circunstancial. Seja em ritmo de reggae, ou vestida com uma sonoridade mais folk, a poesia cortante de Zeca Baleiro continua fazendo da ironia sua lâmina mais afiada.


Então é isso! Até no máximo segunda-feira - 17/09 , as mídias estarão na CDTECA! Preciso copiá-las.

Beijos!

Carlim e Mariane

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu já conhecia os cds mas foi bom sugerir para eu ouvir novamente...tô curtindo som de novo! Valeu...

Anônimo disse...

Então, que coincidência! estava lendo sobre o Zeca Baleiro na Bravo, ele conta um pouco da sua vida musical. Quem tiver interesse em ler eu tenho a revista e tenho tbm o cd Vô Imbolá.
bjo
Centopéia

Anônimo disse...

Que emoção, o Zeca faz parte da minha coleção de preferidos, adoro a voz e as composições desse baixinho arrteado e irreverente!
Que bom saber um pouco mais da trajetória dessa pessoinha!
Mariana